Mortal Kombat

Mortal Kombat


Existe uma polêmica a respeito da influência dos jogos violentos sobre as crianças. Alguns acham realmente os videogames influenciam as pessoas, outros têm certeza que não, que provavelmente já existia uma predisposição anterior à agressividade. Todo mundo está certo.

Só tenho certeza que a culpa não é do Red Dead Redemption. Muito menos do GTA V. Esses dois são jogos incríveis, de uma violência absurdamente exagerada. Mas ainda são videogames. E asseguram bons momentos de diversão.

Agora, sendo bem franco, Tom & Jerry e Pica-pau eram mais violentos que God of War. E Os Simpsons com aquele palhaço maluco? Os Trapalhões sempre foram politicamente incorretos e todo mundo adorava. Que piada do Mussum você poderia falar hoje em dia na televisão? Não conheço ninguém com desvio de conduta que pode dizer que a culpa é desses programas. Era muito evidente, mesmo para uma criança, que aquilo ali não era um parâmetro a ser seguido.

Classificação

Classificação


É muito fácil colocar a culpa de eventos infelizes nos jogos violentos, mas as consequências dos atos deveriam ser individuais. Quem comete um erro deve pagar por ele. Até mesmo uma criança sabe a diferença entre a ficção e a realidade.

Claro que para cada especialista que confirma a influência negativa há um especialista que confirma a não influência. Você acredita no que quiser. Tem gente que acredita em Papai Noel e mulher virgem. As pesquisas servem para isso mesmo, para justificar as crenças. E isso depende da sua conveniência.

Os pais é que podem – ou não – deixar entrar em casa a contaminação da violência. E o que está na rua, dificilmente a gente consegue evitar. Só é possível controlar, e muito pouco, o que se passa dentro de casa.

Não dá mais para dizer que esses jogos prejudicam o entendimento sobre o que é certo ou errado. Se assim fosse, assistir um jornal deveria ter o mesmo efeito. O noticiário do almoço fala de assassinatos e tragédias. E nem precisa ligar o videogame para isso.

Eu cresci jogando videogame, com jogos violentos inclusive (vida longa ao Mortal Kombat) e não consigo ver que isso diminuiu o sentimento de solidariedade para com os outros, que é outro argumento usado. São justificativas que não se sustentam. Esses sentimentos dependem mais da forma que se cria um filho do que umas poucas horas jogando videogame.

Mas o videogame tem também um viés positivo. Ele pode melhorar o relacionamento entre pais e filhos. Não é necessário nem ter um assunto para conversar. É só sentar, pegar o controle e jogar uma partidinha de Halo. A sintonia é automática. O pessoal deveria parar de reclamar e aproveitar essa oportunidade de aproximação entre as gerações, o que não é fácil de se fazer.

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