A Inteligência Artificial (IA) tem atraído atenção nos últimos tempos do público em geral, muito em função de avanços do Google e Microsoft nos assistentes pessoais como Siri e Cortana. Os carros da Tesla com piloto automático, mesmo que em menor escala, também são chamativos.

São produtos que nos mostram em que estágio está a IA e que nos faz pensar no que ainda está por vir. Inegável que são muitas as vantagens de um carro que se dirige sozinho. Um futuro como o dos Jetsons já é imaginável.

Inteligência Artificial

Mas o que importa aqui é falar sobre a relação entre a Inteligência Artificial e o futuro do emprego. De que forma a tecnologia vai impactar na geração de novos postos de trabalho? Não existe uma resposta correta, apenas suposições. O problema é que essas deduções tendem a ser pessimistas, ou seja, tratam a Inteligência Artificial como vilã. E este texto é uma forma de desmistificar.

O que é Inteligência Artificial

Inteligência Artificial é a capacidade das máquinas de repetirem comportamentos humanos. Esta é uma definição válida e genérica, mas derivam dela as outras descrições.

Por exemplo: uma pessoa sente um pingo de água e abre o guarda-chuva ou quando está quente liga o ar-condicionado. E uma máquina pode fazer isso atualmente. Ela percebe uma mudança no ambiente e toma uma ação. Se chove, seu carro liga os limpadores, quando a sala está vazia, desliga o ar-condicionado.

Os Jetsons tinham a Rosie, a robô que cuidava da casa. E a grande aposta do momento é o robô limpador piso e de piscina. Ele repete uma inteligência humana, que é varrer a casa, mas que demanda muito tempo. Simula o que você faz: varre uma parte da casa de cada vez e memoriza o trajeto já varrido. É para isso que serve a IA: tornar a vida mais fácil, rápida e econômica.

As notícias sobre IA são chamativas e devem ser analisadas à luz da razão e não da emoção. Algumas notícias chegam a ser aterrorizantes.

Mas contém imprecisões e exageros. Elon Musk, por exemplo, é citado como uma das pessoas preocupadas com a IA. Bem, basicamente, ele é o responsável por uma parte significativa desses avanços. Posso estar enganado, mas não faz muito sentido… Nem vou falar da Microsoft com Bill Gates.

O futuro do emprego

Sim, há o que se costuma chamar de ameaça aos empregos. Mas a culpa não é da IA e sim da evolução da própria sociedade, esse é o ponto. Não é culpa da IA, por exemplo, o desaparecimento da profissão de datilógrafo, ascensorista e relojoeiro. E outras profissões tendem a diminuir bastante e isso já é realidade hoje. Contudo, da mesma forma que profissões acabam, novas estão surgindo, como as ligadas às redes sociais.

A evolução da sociedade é baseada na mudança. As demandas estão mudando e temos de nos adaptar ao novo cenário. Claro que podemos criticar e lamuriar, mas a tendência está clara. Foi assim na primeira revolução industrial, quando a manufatura deu lugar à produção por máquinas depois da crise de 1929.

Os cargos agora serão mais criativos e especializados, novamente, a tendência já chegou e não adianta reclamar. Atividades repetitivas que podem ser automatizadas devem começar a se preparar para a mudança que vai chegar. E vai chegar logo mudando a economia.

A Inteligência Artificial está cada vez mais integrada ao nosso dia, gerando mais dados, que geram mais cálculos, que geram mais precisão na tomada de decisão. Quando eu saio de casa não preciso mais olhar o jornal para saber do trânsito. Eu posso apenas olhar o Waze.

Sem mencionar Netflix, Amazon e Deezer, que recomendam o que assistir, ler e ouvir baseados em minhas preferências. Economiza tempo de procurar por novidades. Não vamos mais abrir mão dessas facilidades.

Temos, então, duas opções: nos preparamos ou só assistimos. Eu sugiro que todo mundo se prepare porque o rolo compressor da tecnologia está vindo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>